SOBRE O AUTOR

DANILO MENESES
Bacharel em Direito pelo Instituto de Ensino Superior Cenecista – INESC, especialista em Ciências Penais pela Rede LFG em parceria com a Universidade Anhanguera Uniderp, Advogado (2011-2013), Delegado de Polícia.

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PostHeaderIcon Juristas VS Analistas

POR DANILO MENESES

O problema não está no fato de nós, estudantes de Direito, interessarmos pelo direito legislado (positivado). O que me preocupa é o excesso de dedicação apenas neste sentido, o que, na sua vertente mais radical, acaba por fazer com que sejam negligenciados aspectos de fundamental importância para compreensão do fenômeno jurídico.

Sem um necessário questionamento em relação às diretrizes tomadas pelas instituições de ensino superior jurídico no Brasil, tenderemos, inevitavelmente, a produzir um amontoado de “doutrinas” fast food. Se nada for feito para parar esse fenômeno de “estandardização do direito”, em um futuro não muito distante, alunos e professores mencionarão o termo “jurista” apenas para se referir a uma categoria de pensadores definitivamente sepultada no passado.

Até que ponto somos co-responsáveis pela direção que nossas políticas educacionais estão tomando? O que, definitivamente, pode ser feito? Estas são perguntas que permanecem latente no pensamento de todos os que lidam com o Direito, mas que ainda não receberam um catalisador que as fizessem se manifestar. Tal tragédia apenas tende a fazer com que prevaleça a perpetuação do status quo.

Quando a ciência jurídica se encontra adormecida – e a preocupação em querer fazer com que ela acorde parece ser fruto do pensamento apenas de uma “alucinada” e ilusória minoria – a técnica encontra amplo espaço para reproduzir. Não só o faz, como também floresce e dá frutos, surgindo daí uma “geração de especialistas”, hábeis e rápidos no que rotineiramente fazem, mas incapazes de pensar sobre os aspectos menos levianos dos próprios afazeres.

Se a geração atual “abandonar a guerra”, em um futuro não muito distante, no cemitério dos juristas, freqüentarão apenas analistas – que não hesitarão em associar o fracasso daqueles ao desenvolvimento de uma indesejável capacidade específica: a habilidade de pensar.

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