SOBRE O AUTOR

DANILO MENESES
Bacharel em Direito pelo Instituto de Ensino Superior Cenecista – INESC, especialista em Ciências Penais pela Rede LFG em parceria com a Universidade Anhanguera Uniderp, Advogado (2011-2013), Delegado de Polícia.

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Arquivos do mês de junho, 2013

PostHeaderIcon Com o que se faz um país melhor?

POR DANILO MENESES

As pessoas, com intenções acusatórias de sobra – e prudência de menos – pegam uma afirmação (ex.: a frase do Ronaldo sobre “não se fazer Copa do Mundo com hospitais”), a coloca fora do contexto e pronto: está preparada a fórmula para a imoralidade.

Daí para a ofensa, deselegância e falta de educação é um pequeno passo. Eu me pergunto: o que te tão absurdo tem em afirmar que Copas do Mundo se fazem com Estádios? Isso é mentira? Até onde meu precário intelecto consegue me levar, não vejo argumentos para contestar a afirmativa.

Essa “onda acusatória populista”, essa mania (tola, idiota, imbecil) de querer apontar “culpados” para todos os problemas – como se o fato de descobrir quem o causou fosse em si mesmo a solução – é o maior “câncer” da nossa sociedade.

Precisamos ter prudência, pensar um pouco antes de sair falando todo tipo de “asneira”. Precisamos ser tolerantes, ter diálogo, aprender com as experiências, aprender com o outro. Será isso tão difícil? Será mesmo? Será que posso, desde já, perder a esperança?

Sabe como sonho em mudar o Brasil? Mudando (e aprimorando) a mim mesmo. Mudando a forma de tratar as pessoas, mudando a forma de me portar perante os representantes dos poderes e de cobrar dos mesmos, mudando a forma de lidar com pessoas em situação financeiramente pior do que a minha. Mudando meu próprio agir diante da democracia.

Penso em mudar o Brasil sendo alguém melhor: educando-me para ser um cidadão honrado. Não pela glória, por puro reconhecimento ou ego, mas sim, por ser o que entendo certo. Isso é o que costumam chamar de moral – coisa em falta para nós, meus caros irmãos brasileiros. Precisamos (todos nós) parar de querer apontar defeitos nos outros e começar a olhar para o espelho. Será que ficaríamos felizes com a imagem à nossa frente?

Tenho vontade de fazer parte dos quadros estatais para, dentro possível (sem nenhum idealismo ilusório): tratar as pessoas bem, servir ao povo, cumprir bem e fielmente o papel que me é dado. Isto sim, a meu ver, é um compromisso real com a mudança, com o “progresso”.

Não adianta expor a revolta em relação ao lugar que se encontra e parar por aí! Isso, por si só, não lhe levará a lugares melhores. É preciso ter prudência, humildade e paciência na construção de um lugar melhor para se viver. Isto pressupõe, necessariamente, a construção de um “eu coletivo” melhor. Só assim podemos ter a esperança (do verbo esperançar, não do verbo esperar) de um país melhor.

Fico feliz em ver o povo lutando, acreditando na mudança. Acredito que ela (a mudança) é necessária e somos (nós, brasileiros) dignos de melhores condições de vida. Só espero que o povo não se acomode e pare por aí. Espero que a luta eterna pela qual estejamos sempre dispostos a dar a vida seja para tornar-nos cidadãos melhores. A maior riqueza do Brasil somos nós, os brasileiros. Afinal (será que serei crucificado por dizer isso?!?), não se faz um país com hospitais, se faz um país com pessoas…

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PostHeaderIcon Em busca de um Brasil melhor…

POR DANILO MENESES

Tem muito “manifestante” crente de que é preciso destruir o país para construir um Brasil melhor. É de se perguntar: estes mesmos manifestantes estão cientes dos problemas de tal estratégia e dispostos a enfrentar as dificuldades de “começar do 0”?

Um movimento popular deve ter motivos, objetivos e, acima de tudo, manter o foco nestes. (In)felizmente (ao contrário da maioria otimista – até demais por sinal – que já comemora a revolta como se ela em si fosse “a resposta”, uma espécie de “revolução auto-propagadora do bem-comum”), há aqueles com os pés no chão, com senso de realidade, que não vê na revolta nada mais do que uma revolta: e só. Simples assim.

Pessimismo? Talvez. Mas o movimento em si apenas deixa evidente a insatisfação dos cidadãos com a forma que a nação brasileira tem sido conduzida. Realmente, baseado nos últimos acontecimentos políticos no país, soa quase irônico dizer que “há orgulho em ser brasileiro”. O caso é grave e a lamentação, inevitável.

Os propagadores da revolta (e mesmo os que se declaram apenas simpatizantes) gostam de dizer por aí que “o monstro acordou”. Se isso é bom? Só o futuro pode dizer. Mas para que seja, é imprescindível que dêem rumo para esse monstro. Sem um comando sólido, sem um senso de civilidade (que vem faltando para alguns manifestantes), sem um foco, sem objetivos claros e transparentes, o único sentimento que tal monstro deveria despertar é o “medo”.

É hora de pensar! Hora de refletir sobre os rumos que o país tomou no passado e sobre os quais deve tomar no futuro. Hora de saber que os problemas não são apenas políticos, mas também culturais. Hora de buscar educação, de buscar melhorar a qualidade e o nível intelectual dos cidadãos brasileiros (sim, que não fiquem irritados os manifestantes mais radicais, mas o problema maior é este). Só assim se poderá ter orgulho desta tal “revolução”.

É preciso entender que não dá para melhorar o Brasil sem melhorar os brasileiros. Será possível comprrender tal fato? Se uma vez Margaret Thatcher disse “there is no alternative”, talvez até haja alternativa, mas não outra que não esta.

O povo já mostrou que tem braços fortes e não vai mais tolerar – passivamente – arbitrariedades. É hora de mostrar que também tem cérebro – e pretende usá-lo para garantir um futuro melhor ao país! É o que o Brasil espera…

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PostHeaderIcon Ulrich Beck

O desejo de ordem e segurança reaviva os fantasmas do passado. Os efeitos colaterais de uma política que desconsidera os efeitos colaterais ameaçam converter estes em seu contrário. Ao fim e ao cabo, já não se pode garantir que o passado ainda não superado não se acabe tornando uma variante possível (ainda que sob outras formas) de desenvolvimento futuro.

Ulrich Beck

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PostHeaderIcon Ulrich Beck

A fé no progresso substitui o escrutínio. E mais: ela é um substituto para os questionamentos, uma espécie de consentimento prévio sobre metas e resultados que permanecem desconhecidos e indefinidos. Progresso […] é a constante transformação social, sem planejamento e sem escrutínio, rumo ao desconhecido. […] contudo, questionar-se depois – para onde e para quê – tem algo de heresia. Consentimento sem saber para quê é pré-condição. Todo o resto é superstição.

Ulrich Beck

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PostHeaderIcon Ulrich Beck

É possível dizer não ao progresso, mas isso em nada altera sua consumação. Ele é o cheque em branco a ser compensado para além do consentimento ou da rejeição.

Ulrich Beck

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PostHeaderIcon Ulrich Beck

O que não vemos e não queremos altera o mundo sempre de forma mais visível e ameaçadora.

Ulrich Beck

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PostHeaderIcon Ulrich Beck

Análises causais em zonas de risco são – quer queiram saber disto os pesquisadores ou não – bisturis político-científicos para intervenções operatórias em zonas de produção industrial. Sobre a mesa operatória da pesquisa de riscos estão as bagatelas das corporações industriais e dos interesses políticos com sua acumulada má vontade operativa. Isto quer dizer, entretanto: o emprego da análise causal se torna ela mesma arriscada, e isto para todos cujos interesses estejam em jogo no caso, incluindo o próprio pesquisador. À diferença dos efeitos da cientificização primária, estes são, senão previsíveis, então ao menos estimáveis. Riscos e efeitos presumidos tornam-se na verdade condições restritivas da própria pesquisa.

Ulrich Beck

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PostHeaderIcon Goethe

Se não tivéssemos as dúvidas, onde, então, haveria uma certeza jubilante?

Goethe

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PostHeaderIcon Zygmunt Bauman

A demanda de livrar a comida que comemos dos ingredientes prejudiciais e potencialmente letais que pode conter e a demanda de livrar as ruas por onde andamos de estranhos inescrutáveis e também potencialmente letais são as que mais se ouvem quando se fala das maneiras de melhorar a vida, e também as que parecem as mais críveis, em verdade evidentes. Agir de maneira a não atender a essas demandas é o que preferimos chamar de crime, cuja punição desejamos, e quanto mais severa, melhor.

Zygmunt Bauman

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PostHeaderIcon Jean-Joseph Goux

Para criar valor, basta criar, por qualquer meio, uma intensidade suficiente de desejo.

Jean-Joseph Goux

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