SOBRE O AUTOR

DANILO MENESES
Bacharel em Direito pelo Instituto de Ensino Superior Cenecista – INESC, especialista em Ciências Penais pela Rede LFG em parceria com a Universidade Anhanguera Uniderp, Advogado (2011-2013), Delegado de Polícia.

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Arquivos do mês de fevereiro, 2016

PostHeaderIcon ESTAMOS MIRANDO NO ALVO ERRADO…

POR DANILO MENESES

Não deveríamos discutir a “proibição das drogas”. Isso é quase folclórico. Os “debates” que tratam deste tema me dão náuseas. São de uma desconexão com a realidade de tal monta que me faz pensar se eu e os “formadores de opinião” vivemos no mesmo mundo.

O foco deve ser mudado. Devemos contrapor os pontos (positivos e negativos) de uma “política de proibição de drogas”. A diferença é sutil, mas nos custará caro ignorá-la (já tem custado).

Uma coisa é fazer um comício ideológico dos maus causados pelo uso de drogas. Outra coisa bem diferente é analisar as desvantagens e os benefícios da implantação de determinada política no trato do tema: sempre ciente da impossibilidade fática de acabar com as drogas (assertiva óbvia demais para explanar, aqui, os motivos).

Como queremos a resposta CERTA se formulamos o problema errado?

Digo o mesmo das “armas” (se é que, no Brasil, há de fato uma “política de armas”). É tanto viés no tema que me faz pensar em interesses obscuros dos órgãos oficiais no desarmamento da população. O “debate” (que mais tem cara de monólogo, colocando qualquer armamentista, “a priori”, como inimigo da população) é de um nível argumentativo, no geral, tosco.

Repensar e dialogar honestamente sobre alguns temas é imprescindível para a construção de políticas públicas mais sintonizadas com o cotidiano do cidadão comum… 99% da população parece não ter os interesses representados por grande parte dos personagens no cenário ideológico…

Algo deve ser feito: a menos que queiramos continuar escutando argumentos desarmamentistas de pessoas famosas, seja no jornal ou na TV, com ideias puramente emocionais e na defesa de interesses nem um pouco claros. E, considerando que a maioria sai do estúdio acompanhada de seguranças armados, os níveis de hipocrisia parecem, em alguns casos, não possuir limites…

Quem confia na GLOCK do próprio segurança particular mas, ao mesmo tempo, quer obrigar você a confiar na “bondade dos demais”, não é digno de ser levado a sério. Ou é?

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PostHeaderIcon TM HARFORD

A resposta certa quando em confronto com um erro ou uma perda é reconhecer o fracasso e mudar de direção. Embora nossa reação instintiva seja a negação. É por isso que aprender com os erros é um conselho sábio, mas doloroso de aceitar.

TIM HARFORD

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PostHeaderIcon HENRI POINCARÉ

Duvidar de tudo e crer em tudo são duas soluções igualmente convenientes que nos livram de ter que pensar.

HENRI POINCARÉ

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PostHeaderIcon HUMANISMO OU ALIENAÇÃO

POR DANILO MENESES

Eu não sou de ficar entrando em sites de notícias (não me culpem por querer viver em uma bolha/ilha – tenho consciência desta minha perspectiva utópica, se é que isso ajuda em alguma coisa) talvez porque saiba que, ao ter acesso ao conteúdo jornalístico a decepção que me envolve é certa (em partes com o veículo, em partes com o conteúdo da notícia em si, em partes comigo mesmo por não ter usado o tempo fazendo algo mais útil).

Mas, em tremenda exceção à regra e, num momento de puro ócio, passeando pelo G1 (famoso portal de notícias brasileiro), me deparo com o seguinte título:

Bebê com algema e cassetete em post da PM gera polêmica em rede social. Imagem foi publicada em Twitter e Facebook da PM de São Paulo. Para advogado, foto coloca bebê em situação constrangedora e viola ECA.

A notícia me causou certa perplexidade. Me esforcei  para tentar descobrir o que de errado tinha na bendita foto.  Não consegui. Então resolvi analisar os motivos da tal POLÊMICA. Até então, na minha tábua de valores pessoais, parecia algo muito normal uma criança utilizando uma roupa/uniforma que simboliza uma instituição que tem como dever constitucional/funcional a defesa do cidadão brasileiro (a polícia). Devo ser exceção. Ou não…

Clique no link e reportagem aberta. Foi então que me deparei com os comentários de um “especialista” sobre o ocorrido (toda matéria jornalística costuma ter um argumento de autoridade para reforçar a retórica). O ADVOGADO Ariel de Castro Alves, coordenador estadual do Movimento Nacional de Direitos Humanos e um dos fundadores da Comissão da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da OAB trouxe os seguintes argumentos (vou evitar o termo PÉROLAS na tentativa de ser politicamente correto – maldito senso de realidade que age como um fantasma, me assombrando todos os dias me impedindo de obter êxito nos meus delírios de dissimulação). Eis as justificativas do Dr. Ariel no sentido de ridicularizar a publicidade da PMRJ (tomei a liberdade de fazer os comentários em CAIXA ALTA logo em seguida ao texto):

1. “A exibição da imagem viola o artigo 232 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): ‘Submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento’, com pena de seis meses a dois anos.” SÉRIO? SUBMETER UMA CRIANÇA A FAZER O PAPEL DE ALGUNS POLÍTICOS BRASILEIROS EM PRODUÇÕES CINEMATOGRÁFICAS DEVERIA SER CRIME HEDIONDO.

2. “Por ela ter sido colocada com símbolos de repressão e violência de uma polícia vista como repressiva, ela pode passar por situações de constrangimento na escola.” IMAGINA ENTÃO O POLICIAL, QUE TEM DE USAR ESTE “SÍMBOLO MALIGNO” TODOS OS DIAS? DEVERIA RECEBER UM AUXÍLIO BULLYING!

3. “A criança é colocada em uma situação constrangedora, vexatória.” BONS TEMPOS EM QUE OS MENINOS/MENINAS (PARA NÃO ME ACUSAREM DE MACHISMOS) TINHAM OS POLICIAIS COMO HERÓIS E OS BANDIDOS COMO… DEIXE-ME VER… DEIXE-ME PENSAR… OPA, ME LEBREI:  BANDIDOS. O PADRÃO INFANTIL OFICIAL DE HEROÍSMO MUDOU E A OAB SE ESQUECEU DE ME INFORMAR.

Às vezes fico pensando (meio que “matutando comigo mesmo” – perdão pelo pleonasmo): será que é de fato esta a visão que a polícia transmite para a sociedade? Até que ponto haveria uma deturpação da opinião pública sobre as instituições policiais, criando algo parecido ao que MARIA LÚCIA KARAM chamou de “opinião publicada”. Ser policial é tão ultrajante assim? A história da polícia é a pura história de abusos? Nós policiais nunca acertamos?

Não sou alienado do mundo (embora ainda tenha esse sonho meio que divino – de estar acima das coisas, como um ser sobre-humano – acima do mundo e imune em relação às influências que ele cria, em nítida superação ao paradigma sujeito/objeto). Reconheço os abusos cometidos pelas instituições brasileiras no exercício de poder de polícia. Arbitrariedades por parte das instituições oficiais (policiais, do fisco, dos órgãos ambientais ou qualquer outra instituição que dê a alguém uma carteira funcional acrescida de uma pequena dose de ilusão de poder) são realmente comuns.

Critico de forma incisiva a mentalidade autoritária que ronda o imaginário de alguns representantes do poder público: servidor “cabeça de bagre” desconexo com a realidade social/jurídica vigente pós Constituição de 1.988 não é difícil de encontrar por aí. Mas entre ter esta opinião e sair tratando as instituições e seus membros de forma ultrajante, proclamando (veladamente) seu fim como resolução para os problemas sociais contemporâneos há um fosso intransponível.

É incrível como muitas pessoas estão apartadas do mundo. Acredito que passa na cabeça de muitos esquerdistas brasileiros (que não perdem uma oportunidade de fazer crítica social) uma vontade sagaz de instituir um regime anárquico: só isso explica uma análise tão voltada à destruição dos valores e instituições – em detrimento do aperfeiçoamento dos mesmos.

O viés ideológico esquerdista está tão impregnado na mentalidade de alguns que, num delírio momentâneo, para se ter acesso terreno ao paraíso basta, a única alternativa parece ser a abrupta extinção de todos os órgãos e regras. Abracadabra! Ninguém precisa de censor externo: o grau de maturidade em que todos os cidadãos chegaram dispensa a existência de instâncias oficiais de controle. Cada um por si e tudo ficará bem. Abaixo polícia repressora. Abaixo! Quem precisa de polícia?

Quanta alienação! Reconhecer os problemas sem mostrar uma alternativa para superação dos mesmos é tarefa fácil (afinal, onde não existem problemas?). Mas tal atitude não nos engrandece como nação. Precisamos de humildade para entender que a política de “mais do mesmo” já não é capaz de entregar os resultados que promete (embora os políticos sustentem o contrário). Mas devemos ter a consciência de que as mudanças devem ter como ponto de partida a realidade social como ela é – embora seja mais fácil, conveniente politicamente rentável confundir o que é com o que deveria ser.

É preciso entender que a polícia tem papel primordial na defesa da liberdade – por mais que se sustente o contrário. A polícia é um órgão que age na linha de frente de defesa de vários dos direitos humanos – ela que cuida da parte suja dessa coisa toda. O antagonismo POLÍCIA VS DIREITOS humanos foi plantado na mentalidade do cidadão brasileiro, mas ele não tem razão de existir.

Particularmente me atribuo o rótulo de HUMANISTA (por mais consciente que esteja das falhas em julgar a mim mesmo). Mas a grande maioria das opiniões exaradas pelos órgãos oficiais com a função de defensores dos direitos humanos NÃO ME REPRESENTA. Sobra retórica e alienação.

O sonho de uma sociedade melhor pressupõe a consciência da sociedade que temos hoje. Já disseram por aí (não me recordo a fonte, nem estou afim de GOOGLAR) que: NÃO SE COMBATE FUZIS COM FLORES. É uma obviedade que me parece esquecida por uma legião de especialistas. Muitos ainda sonham que basta uma postura mais amigável da polícia com os “excluídos” para que os problemas se cessem. Como se o fim da representasse o início da era de glória. É absurdo o reducionismo. Tire os freios do cidadão brasileiro (conhecido internacionalmente pelo afã de se dar bem a qualquer custo) e depois me conte o resultado…

Podemos escolher como vestir nossas crianças. Mas está acima de nós a escolha quanto ao mundo em que elas viverão. Se pudesse dar um conselho, diria: ensine seus filhos a distinguir entre a realidade e ilusão. E não deixe que paranóias ideológicas o impeça de ver o mundo como realmente é – e não como deveria ser. É responsabilidade sua ensiná-lo a sobreviver no mundo real. A realidade (violenta, perturbadora e problemática) é parte legado que você deixou.

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PostHeaderIcon BENJAMIN FRANKLIN

Aqueles que abrem mão de uma liberdade essencial por uma segurança temporária não merecem nem liberdade e nem segurança.

BENJAMIN FRANKLIN

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