SOBRE O AUTOR

DANILO MENESES
Bacharel em Direito pelo Instituto de Ensino Superior Cenecista – INESC, especialista em Ciências Penais pela Rede LFG em parceria com a Universidade Anhanguera Uniderp, Advogado (2011-2013), Delegado de Polícia.

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PostHeaderIcon Delírios de um aprendiz…

POR DANILO MENESES

Aprendi certa vez que a distância mais curta entre dois pontos é uma reta. Criei uma versão adaptada do referido postulado: a menor distância entre a situação atual e a ideal – onde você está até onde gostaria de estar – é aquela que passa pelo caminho que você tem prazer em percorrer.

Ao menos, quando o assunto é ESTUDAR e APRENDER, creio ser verdadeira a minha síntese. Confesso que minha “filosofia” não consta com muitos adeptos no meio dos concursos – assumo o ônus de ser absolutamente minoritário. Mas tenho certo orgulho em defendê-la. Sou quase um “insurgente” em meio ao “establishment”. É que o tempo como percepção subjetiva não é uma “ciência exata”. Ele possui um parâmetro objetivo de medida? Sim! Pode ser mensurado por minutos, horas ou dias. Acontece que a experiência individual torna a concepção sobre a passagem do tempo absurdamente relativa. Segundos aguardando, com dor, atendimento médico, tornam-se uma eternidade. Já aquela viagem de um mês à Europa parece se dissolver na fluidez e efemeridade. Eis que a máxima também se aplica à sua vida de “concurseiro”.

Existem dois caminhos bem claros: você pode tornar o aprendizado algo prazeroso, em uma opção focada no caminho (não na chegada), no método (não resultado). Ou você pode entender que o caminho de fato é muito difícil e que deve traçar estratégias hábeis a torná-lo o mais curto possível. A escolha entre uma ou outra opção cabe única e exclusivamente a você.

Como toda escolha tem seu ônus, no primeiro caso, corre-se o risco do tempo para aprovação ser objetivamente mais longo. No segundo caso o risco é de ver a ansiedade aumentada e não suportar os resultados negativos que, obviamente, virão, acabando por desistir – nada é mais trágico na vida de um “concurseiro” do que o abandono do ideal sem a remissão conferida pela posse. Se você ama o resultado, frustração é a palavra que definirá sua sensação quando ele não vier. Se você aprendeu a amar o caminho, ama o processo, saberá que controla o meio, não o resultado. Este último não pertence a você, mas a Deus – para quem crê, é claro. Portanto o foco deverá ser no plantar, não no colher.

É muito comum ver pessoas esperando um resultado para viverem suas vidas. “Quando eu for juiz eu serei feliz!” ou “sensações positivas são possíveis apenas depois de ver o nome no Diário Oficial” – balela! Nem percebem que estão perdendo um bem escasso e valioso: o tempo.

Pressuponho ser um erro considerar a aprovação ou o cargo um fim em si mesmo. Na verdade, a tão sonhada posse não passa de um novo e promissor começo: que trará alegrias, estabilidade, mas também uma boa dose de problemas e responsabilidades. Até lá? Viva! Aproveite o seu momento. Curta quando puder – com objetividade e foco, é claro. Ser feliz não é pecado. Muito pelo contrário. Aliás, parafraseando um grande amigo: mais importante do que finais felizes, são histórias – e carreiras – felizes, sem finais. Os desafios nunca acabam! Apenas mudam. Viver é superá-los: de preferência, com um sorriso no rosto – e leveza na alma…

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